Autismo

Autismo
Rate this post

O autismo é um transtorno no desenvolvimento do sistema nervoso que prejudica a capacidade do paciente interagir e se comunicar, causando danos à sua linguagem e sociabilidade. Esse transtorno tem também a nomenclatura de Transtorno do Espectro Autista (TEA), pois, como veremos adiante, há diferentes graus e níveis para o autismo, espalhados dentro de um espectro. Trata-se de uma doença que afeta boa parte da população mundial, acometendo mais de 2 milhões de crianças apenas no Brasil.

A problemática dessa doença envolve o preconceito que cerca os seus sintomas. Os pacientes que sofrem de autismo também sofrem um estigma pela sociedade, que estimula todo tipo de discriminação por conta da desinformação. Como a enfermidade se manifesta desde a infância, a questão também envolve a falta de qualificação de educadores e pedagogos. Há inúmeros relatos de crianças autistas que sofrem bullying na escola por parte de seus colegas. Todos sabemos que esse tipo de marginalização causa profundas cicatrizes na personalidade de uma pessoa, muitas das vezes de forma indelével.

Estudiosos ainda não têm à disposição pesquisas conclusivas acerca das causas do autismo. Muitos ponderam sobre os fatores genéticos e hereditários da doença, outros apontam para uma disfunção no sistema cerebral, mas sem tirar conclusões muito precisas nem de um lado nem de outro. Isso leva a um grande desconhecimento geral em torno desse transtorno, que acaba agravando o problema do preconceito e dificultando a pesquisa sobre os melhores métodos de tratamento e eventual cura para a doença.

 

Características

 

Como dito, o autismo é um transtorno que se manifesta desde tenra idade. A criança autista apresenta, sobretudo, dificuldades para se socializar com crianças de sua idade. Contudo, nem toda falta de sociabilidade pode ser relacionada a um quadro autista. Muitas vezes, há apenas uma timidez inerente à personalidade da criança. É importante procurar uma opinião médica antes de chegar a um diagnóstico por conta própria. Os profissionais dessa área são os psicólogos e os psiquiatras.

Caso reconheça alguns dos sintomas de autismo em seu filho ou sua filha, é imprescindível levar a criança a um atendimento médico o mais rápido possível. Quanto mais cedo o diagnóstico for confirmado, mais chances a criança tem de ter uma vida saudável e ser um membro ativo da sociedade. Tudo isso faz parte de um processo médico, que deve ser iniciado o mais cedo possível para aumentar as chances de uma maior sociabilidade e comunicabilidade do paciente. Vários casos apontam para essa possibilidade. Tudo começa com o diagnóstico.

 

Sintomas

 

Vamos elencar nesse tópico alguns dos principais sintomas de autismo. É importante ter o olho aberto e saber reconhecer a manifestação desses sintomas em sua criança, para levá-la a um profissional de saúde no caso de suspeita de autismo.

Os sintomas do autismo giram em torno da comunicação e da sociabilidade do paciente. Existem diferentes graus desse transtorno, e cada indivíduo manifesta o autismo de maneiras diversas. É preciso estar atento para os seguintes comportamentos na sua criança: dificuldades em se relacionar com os outros, muitas vezes não conseguindo conversar ou manter contato físico (abraços, beijos etc.); dificuldades na alfabetização, quando a criança não consegue ler, escrever, desenhar, enfim, se expressar adequadamente pelos meios gráficos e verbais disponíveis; repetição de padrões comportamentais, como reorganizar brinquedos constantemente, repetição de palavras, sons ou palmas de maneira frequente; ataques de fúria, estresse e raiva em cenários de frustração de expectativas (quando os brinquedos e objetos estão fora do padrão desejado, quando a criança é forçada a interagir com outras etc.).

Lembre-se: é essencial saber distinguir esses sintomas em sua criança e saber diferenciar mera timidez e traços de uma personalidade introspectiva de um quadro clínico de autismo. Ademais, ignorar esses sintomas, tratando-os com indiferença, como se fossem “frescura”, pode piorar ainda mais a situação da criança, ao tardar o tratamento.

 

Graus

 

Como mencionado no tópico anterior, existem diferentes graus e níveis no espectro do autismo. A classificação usada pelos órgãos de psicologia e psiquiatria, ratificada pela Organização Mundial da Saúde, são os três níveis para o transtorno.

O primeiro nível é o menos grave, no qual a criança apresenta algumas dificuldades para interagir socialmente, mas sem prejuízo da faculdade comunicacional, cuja funcionalidade depende da relação que a criança tem com a pessoa a interagir. Outros traços comportamentais incluem inflexibilidade, dificuldades para estudo, planejamento e desorganização geral.

O segundo nível já traz consigo sintomas mais graves. A criança com autismo nesse grau tem mais dificuldades para interagir socialmente, e não consegue fazê-lo mesmo quando recebe apoio para tanto. Com comportamento ainda mais inflexível, essas crianças não lidam bem com mudanças que contradizem seus sistemas de organização pessoal, além de apresentarem repetição mais frequente em seus comportamentos.

Já o terceiro grau é o mais grave do espectro. Nesse grau de autismo, a criança tem sua comunicabilidade 100% prejudicada. Vivem de forma isolada dos demais, abominam contato físico e tem um comportamento repetitivo ao extremo.

 

Tratamento

 

Tudo começa pelo respeito à condição de sua criança. O tratamento não terá progresso algum se for feito na base do preconceito e da ignorância. É essencial respeitar a maneira de ver as coisas de seu filho ou filha autista. Caso ele/ela não goste de contato físico, é melhor não insistir, pois isso poderá prejudicar ainda mais a interatividade social da criança. Aceite as orientações médicas de coração aberto, acompanhando o tratamento de perto e pondo em prática tudo o que o profissional de saúde apontar, a fim de criar um vínculo saudável com a criança, e a criança criar um vínculo saudável com a sociedade.

Em primeiro lugar, é preciso entender que o autismo se manifesta de maneira diferente em cada indivíduo. Cada criança autista, portanto, terá um jeito de interagir e de se comunicar. É importante que os pais se empenhem em entender esse comportamento em sua criança para poderem ter uma relação boa com ela.

É importante destacar o seguinte: autismo não tem cura. O tratamento, contudo, visa atacar os principais sintomas da doença e abrandá-los na medida do possível. A intervenção médica é principalmente psicológica, se valendo cada vez menos e menos de remédios à medida que o tratamento progride. Outro ponto que é importante destacar é que os pais devem fazer acompanhamento psicológico tanto quanto a criança, para aprenderem a lidar com a situação de maneira adequada.

Leave a Reply