Cuidados que se deve ter com a moleira do bebê

Cuidados que se deve ter com a moleira do bebê
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Os cuidados com um bebê recém-nascido, vão muito além de comprar roupinhas, fraldas, berço, cuidados com o umbigo, rotina da casa e do seu sono. Uma das partes sensíveis do bebê é a moleira, parte de cima da pequena cabeça dos recém-nascidos.

O que é a moleira?É a parte macia, flexível e alta da cabeça do bebê, facilmente sentida quando apalpada com as mãos. Mas existe a segunda parte da moleira, que os pais não notam, o qual os médicos chamam de fontanela.

A principal preocupação dos pais de primeira viagem, é que essa é uma parte muito sensível, mas não deve ser nada excessivo. A moleira serve para proteger a cabeça do bebê, pois quando este ainda está na barriga da mãe, o seu crânio ainda não se formou completamente.

 

Os ossos ainda estão moles e imaturos. Por isso, na hora do parto, ao passar pelo canal vaginal, o cérebro do bebê fica protegido, já que é uma parte flexível e mole.

Assim, ao nascer e à medida que a criança cresce, o cérebro também tem espaço para se desenvolver.

Observações que os pais devem ter

Por vezes os pais se preocupam, quando o bebê está chorando muito, ou mesmo enquanto dorme, a moleira costuma pulsar rápido ou devagar. Geralmente, alguns até levam o filho no pediatra por conta do acontecimento.

Mas, não é motivo para excesso de preocupação, pois isso é uma situação normal e comum em todos os recém-nascidos. Somente, se aparecerem outros sintomas como febre, e pulsação da moleira de forma intensa.

Os devem se preocupar, se:

– A moleira estiver inchada ou levantada: e estiver acompanhada de febre, pode ser meningite. O pediatra deve ser consultado imediatamente.

– Se a moleira estiver afundada: e for acompanhada de diarreia, pode indicar um quadro de desidratação no bebê.

– Fechamento precoce: a moleira do bebê, não deve fechar antes da criança completar seis meses, caso isso aconteça, ela pode ter algum problema congênito. Em alguns casos, é preciso recorrer a cirurgia.

– Demorar para fechar a moleira: costuma indicar um quadro de hidrocefalia.

O tempo normal para a moleira se fechar, é quando os ossos do crânio do bebê se encaixarem de forma correta e montarem uma parte só. Isso acontece entre os 11 aos 15 meses, tempo que o cérebro deles leva para crescer cerca de 10 centímetros.

 

 

Problemas na moleira

Cranioestenose: é uma situação onde as moleiras se fecham antes do tempo normal, resultando em deformidades no crânio da criança, pois o cérebro não tem espaço para crescer. Além disso, a cranioestenose, pode causar lesões neurológicas.

Normalmente ocorre mais em meninos do que em meninas, em cerca de 2000 nascimentos, três casos de cranioestenose acontecem. O tratamento para essa situação é somente cirúrgico, onde se abrirão espaços para o desenvolvimento normal do cérebro, e corrigir as deformidades.

Plagiocefalia Posicional: esta é uma deformidade que culmina na assimetria do crânio, geralmente por causa do posicionamento do bebê no útero, de um parto demorado ou uma gravidez gemelar.

Braquicefalia: a cabeça do bebê possui um comprimento maior que o normal, ficando mais pontuda em cima e achatada na região abaixo.

Escafocefalia: a cabeça é mais longa e desproporcionalmente estreita.

Em alguns casos, a assimetria desaparece com o tempo, mas os cuidados devem ser tomados, evitando que esta perdure para sempre. Os pais não devem deixar o bebê deitado numa mesma posição com a cabeça, por muito tempo.

É importante que os pais não apertem a moleira do bebê com tiaras, faixas ou acessórios (no caso de meninas), pois podem marcar a cabecinha dos pequenos.

Um detalhe importante a se observar, é que na região da cabeça normalmente, os bebês são mais quentes, e isso é sinal de saúde. Se não possuir essa característica, um pediatra também deve ser consultado.

No primeiro ano de vida do bebê, as visitas devem ser uma vez por mês, no segundo ano uma vez a cada três meses, de seis em seis meses dos três aos sete meses, e de ano em ano até os vinte e um anos de idade, ou antes, em casos de emergências.

É na consulta com o pediatra, que todas as dúvidas podem ser tiradas, bem como estabelecido o calendário de vacinação, e exames de rotina pertinentes à idade.

Por isso, os pais devem estabelecer uma relação de confiança com o pediatra, bem como empatia e proximidade, a fim de poderem tirar as dúvidas, por mais pequenas que se pareçam.

As pesquisas em busca de um bom pediatra, devem começar no segundo trimestre de gravidez, pois a mãe está disposta fisicamente. Assim, ao encontrar um profissional adequado para o filho, ela não precisará se preocupar a medida que o nascimento se aproxima.

Se existirem muitas opções de pediatras na cidade, a mãe e o pai pode pedir referências aos parentes e amigos próximos. No caso de os pais terem um plano de saúde, é necessário que consultem a relação de médicos da cobertura do plano.

Os cuidados valem tanto para os pequenos, quanto para a mãe, bem antes do bebê nascer. Ela deve fazer o pré-natal corretamente, fazendo os exames de ultrassom, verificando a saúde do (a) filho (a).

Cuidar da alimentação, da rotina, atentando-se a fatores genéticos (diabetes, pressão alta, colesterol elevado, obesidade), bem como se exercícios físicos leves.

O pai também pode se cuidar, alimentando-se corretamente, informando-se sobre o pós-parto da mãe e seus cuidados, da rotina com o bebê, bem como o seu sono, vacinação, consultas ao pediatra, itens do quarto da criança que precisa comprar.

Os dois podem e devem participar de todos os cuidados com o bebê, (principalmente a própria mãe), que nos primeiros dias ou meses, vai estar debilitada por conta do parto, da baixa repentina dos hormônios, do cansaço físico e mental, da amamentação que pode ou não ser dolorida e difícil. Visando ao bem-estar de todos na casa, com certeza a criança crescerá forte, equilibrada, saudável e feliz.

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