Diabetes gestacional

Diabetes gestacional
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A diabetes

O nosso pâncreas produz um hormônio chamado insulina, que armazena o excesso, enquanto uma outra parte se torna fonte de energia. A diabetes aparece quando a produção da insulina não fornece a quantidade adequada de energia.

O que é a diabetes gestacional?

A diabetes gestacional é o aumento do nível de açúcar no sangue no período gestacional em grávidas que antes não tinham diabetes. Ela é, normalmente, diagnosticada a partir do 3º trimestre e se cura depois do parto. Mas apesar disso, como qualquer enfermidade é preciso tratamento para evitar complicações.

Quando uma mulher engravida, ela precisa de insulina em dobro para fornecer energia para o bebê que precisa da insulina para equilibrar os níveis de açúcar do próprio organismo. A necessidade por insulina aumenta conforme o bebê cresce.

A falta de insulina, nesse tipo de situação, porque durante a gravidez o organismo passa por várias alterações hormonais, sendo que, a diabetes gestacional é causada pelos hormônios da placenta, que aumentam o açúcar no sangue de mulheres grávidas.

Diabetes antes da gravidez

Algumas mulheres recebem o diagnóstico da diabetes gestacional quando, já possuíam de diabetes e não sabiam. Nesse tipo de situação, a diabetes não se cura.

Para as que já sabem que são diabéticas, precisam se consultar com um médico antes de tentar engravidar para manter o controle dos níveis de açúcar. Certos remédios para diabéticos não devem ser usados no período gestacional

O diagnóstico

Durante o pré-natal, o ginecologista ou obstetra, prescreve exames para detectar possíveis fatores de risco. A partir de 20 semanas de gestação é comum o pedido de exames para verificar o nível da glicemia, mesmo sem riscos evidentes para o problema. Alguns exames gestacionais são:

O ultrassom

Ele não mede a glicose do sangue, mas é importante para detectar alterações na gestação que podem ser causadas pela diabetes gestacional.

O aumento do líquido amniótico e crescimento rápido do bebê, pode significar que o organismo da mãe, não está conseguindo controlar a glicose. Nesse caso, alguns exames complementares podem detectar o diagnóstico.

Exame de glicose em jejum

Esse exame que mede o nível de açúcar no sangue após a gestante ficar entre 8 e 12 horas em jejum. Ele consiste em um exame de sangue normal, coletado por uma punção na parte interna do braço. Se o nível de glicose estiver alto, pode ser que a insulina não está sendo o suficiente.

Exame da curva glicêmica

Quando dá um resultado alterado, o médico pede um exame de curva glicêmica. Ele mede quanta glicose ainda há no sangue em períodos após a ingestão de alimentos com açúcares.

Nesse exame, a gestante bebe um líquido doce e, depois de uma hora, é tirada uma amostra de sangue. Depois de duas horas, outra amostra, e, na terceira hora, mais outra amostra. Assim, é possível descobrir a quantidade de glicemia que decaiu nesse período de tempo.

Mulheres com diabetes gestacional devem acompanhar o nível de glicemia do sangue fazendo testes frequentes. Depois de 1 mês e meio do nascimento do bebê, os exames precisam ser refeitos para ter certeza de que era diabetes gestacional.

Diabetes gestacional tem cura

Ela, normalmente, desaparece sozinha depois do parto, pois o metabolismo da mamãe volta ao normal. Se, os sintomas da diabetes persistirem por um período de 1 mês e meio após o parto, é provável que ela já era diabética antes de engravidar, e só se agravou com a gestação.

Os sintomas

A diabetes gestacional, normalmente, não apresenta nenhum sintoma, por isso os exames são tão importantes. Com eles o diagnóstico é feito logo no começo e a diabetes gestacional pode ser controlada.

Porém, podem aparecer pequenos sintomas:

Visão embaçada,

Aumento de sede e / ou fome,

Cansaço no corpo,

Pernas e pés inchados,

Inflamação urinária,

Aumento da vontade de urinar,

Ganho de peso exagerado da mãe e do bebê.

Riscos da diabetes gestacional

Rompimento da bolsa antes da data do nascimento, levando a um parto pré-maturo.

Aumento do risco de pré-eclâmpsia.

Doenças cardíacas no bebê.

Desenvolvimento da síndrome da angústia respiratória no bebê ao nascer.

Desenvolvimento de doenças cardíacas no bebê.

Hipoglicemia no bebê após o nascimento.

Risco de obesidade infantil.

Desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2.

Ter diabetes gestacional numa outra gravidez.

Quanto mais idade a mãe tiver, maior a possibilidade de ter a doença.

Ter parentes de primeiro grau com diabetes aumenta as chances de diabetes gestacional.

Mulheres que já possuem intolerância ao açúcar tem maiores riscos de sofrer diabetes gestacional.

Dar à luz a bebês acima do peso.

O que pode acontecer durante a gravidez?

Se não for controlada, a diabetes gestacional traz vários riscos para mãe e bebê, pois dois terços do açúcar da mãe atravessará a placenta e chegar ao bebê. O pâncreas da mãe acaba produzindo mais insulina do que o necessário.

Assim, o bebê cresce mais do que deveria, aumentando o crescimento de outros órgãos e tecidos, que podem levar a malformações do feto, levando a hipertrofia em vários órgãos, prejudicando a função do coração e do fígado e, dificultando a respiração. Essas alterações podem fazer com que o bebê não sobreviva após o nascimento.

Prevenção

Existem algumas formas de evitar a diabetes gestacional, que estão relacionadas à uma alimentação saudável. Além de controle alimentação durante a gestação e adquirir peso de forma moderada, é importante fazer exercícios físicos regulares e fazer o pré-Natal.

Tratamento

O tratamento depende dos níveis de açúcar no sangue, pode ser indicada apenas uma dieta adequada, exercícios físicos ou remédios hipoglicemiantes orais ou insulina.

A gestante não deve comer doces, frituras, manteiga, chocolate, refrigerante e sucos industrializados.

Exercícios recomendados para diabetes gestacional

As caminhadas são ótimas para mulheres grávidas sedentárias.

As que já fazem exercícios podem fazer uma corrida leve.

Fazer pilates não só melhora o condicionamento físico, ajuda na postura, respiração, batimento cardíaco e fortalecimento dos músculos.

A bicicleta ergométrica pode ajudar a mãe a manter a forma durante a gravidez.

O alongamento impede que os músculos atrofiem e fornece maior resistência contra lesões.

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