Diástase

Diástase
Rate this post

Se for perguntado às mulheres qual o momento mais mágico da sua vida, certamente elas dirão que foi o período da sua gravidez. Claro, as mulheres que já tiverem tido filho. E realmente, é uma fase muito bonita da mulher e que todas elas deveriam passar.

Mesmo sofrendo diversas transformações vistas pelo corpo, como aumento de quilos, dores nas pernas e na coluna, má posição para dormir, pés inchados, tudo isso valerá a pena quando escutar pela primeira vez o choro do filho e mais ainda, quando vê-lo pela primeira vez. Aí, a choradeira irá rolar solta, contemplando um momento de extrema felicidade.

Acontece que, por mais que seja um momento mágico para a mulher, a gravidez também pode acarretar em problemas sérios. E um desses problemas sérios que surge é a diástase. Provavelmente você não deve ter ouvido falar sobre ela, mas acontece que ela é comum acontecer e nenhuma mulher grávida está livre dela.

Essa doença ficou mais conhecida, as pessoas passaram a procurar saber mais dela depois que a cantora Sandy afirmou ter tido em decorrência da gravidez do seu filho Theo. Se você ainda não sabe como é essa doença, quer conhecê-la e saber o tratamento, fique por aqui que tudo será falado.

O que é a diástase?

Também conhecida como diástase do músculo reto abdominal ou então, diástase abdominal pós-gravidez, a diástase nada mais é do que um estiramento que é causado pelo enfraquecimento da musculatura localizada no abdômen.

Enquanto está na gravidez, o útero em desenvolvimento faz com que haja um alongamento dos músculos do abdômen, o que pode acarretar em separação das duas bandas musculas que estão localizadas na região central do abdômen. No exato local onde os dois músculos se separam pode ter um espaçamento, fazendo com que a barriga fique maior, mais protuberante.

Para melhor entendimento, é como se existisse uma linha mais funda, localizada entre os seios e o umbigo, separando o abdômen em dois.

A diástase tem o costume de surgir ainda durante a gestação, mesmo sendo mais perceptível logo depois do parto. E, ainda que a separação dos músculos vá diminuindo nos meses seguintes ao nascimento do bebê, alguns centímetros de separação podem ficar por muito tempo ainda.

A barriga da mulher, que teve diástase, fica com o seu centro alto e dividido, deixando poucas curvas naturais.

Quais são as causas da diástase?

Uma das principais causas da diástase é o enfraquecimento dos músculos do abdômen. E, embora a diástase seja bastante associada à gravidez, sendo esta a manifestação mais comum, algumas condições também fazem com que a diástase aconteça.

A condição também pode ser causada por exercício abdominal intenso, um ganho de peso muito rápido e o levantamento de peso excessivo. Outros fatores que podem contribuir para o surgimento da diástase são:

  • Excesso de peso;
  • Má alimentação;
  • Bebê muito grande;
  • Grande quantidade de líquido amniótico;
  • Aumento da pressão intra-abdominal;
  • Diversas gestações;
  • Mulher grávida com idade superior a 35 anos;
  • Gestação de gêmeos.

Quais são os sintomas?

Os sintomas da diástase são bem comuns. A maioria das mulheres, quando acontece a diástase, apresentam dores frequentes na região lombar e nas proximidades das nádegas. Também é comum observar o surgimento de uma protuberância no meio do abdômen, no momento em que a pessoa faz algum esforço, como tossir, sentar ou levantar.

Como identificar a diástase?

A diástase não é um problema de difícil detecção. De forma geral, a própria mulher consegue perceber o seu surgimento, ela só não sabe dizer do que se trata.

Quer saber o que você tem que fazer para saber se você tem diástase? Veja como é simples!

Para descobrir, basta que você se deite no chão, flexionando o tronco um pouco à frente, até que fique num ângulo de 45 graus. Quando alcançar essa posição, passe a mão por cima do abdômen e observe se existe algum pequeno espeça separando os dois lados da musculatura do abdômen.

Para saber o tamanho correto, basta observar o seguinte: se o espaço entre as bandas musculares for de até dois dedos, esse vão é considerado normal e voltará ao seu estado normal realizando apenas algumas atividades específicas para este tipo de problema. Agora, caso o vão apresente entre três e quatro dedos, será preciso a avaliação médica para realizar o tratamento.

Ainda que você faça a avaliação e diagnostique em casa, é necessário o acompanhamento médico. Exames como ultrassonografias e tomografias são solicitados pelo médico, isso porque cada caso é um caso e o tratamento dado a cada um deles é diferente.

Qual é o tratamento para a diástase?

Uma vez que o afastamento encontrado seja inferior a quatro centímetros, na maioria das vezes é possível reverte esse quadro realizando exercícios físicos num período de até três meses. Esses exercícios podem ser realizados por fisioterapeutas ou profissionais habilitados da área da saúde.

Caso o afastamento seja maior do que quatro centímetros, aí será necessário um procedimento cirúrgico para solucionar o problema. Geralmente essa cirurgia é realizada por cirurgiões plásticos.

E como é realizada essa cirurgia?

Faz-se um corte transversal no abdômen inferior, parecido com uma cesariana, deslocando o tecido até o nível do umbigo, ou um pouco mais acima, dependendo do tamanho da diástase. Com isso, aproxima-se os músculos e então, eles são fixados pela aponeurose, que é uma pele grossa que recobre a musculatura do abdômen, parecendo uma cinta. Essa cirurgia também tem um valor estético, pois diminui o volume do abdômen, definindo a cintura da paciente.

O que fazer para prevenir a diástase?

Mesmo não sendo possível evitar o surgimento da diástase em todos os casos, a melhor forma de tratar continua sendo a prevenção.

Alguns exercícios de esforço moderado, para fortalecer os músculos reto abdominais, além de uma boa alimentação, a fim de evitar ganhar muito peso durante a gestação e diminuir os riscos do aparecimento do problema.

A utilização de cintas ou faixas compressoras no pós-parto é uma boa alternativa para diminuir as chances de surgir a diástase.

Outra situação recomendada é manter uma distância de dois anos entre uma gestação e outra.

Leave a Reply