Psoríase

Psoríase
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A psoríase é uma doença que afeta o sistema imunológico do organismo, cujo principal sintoma é uma irritação na pele com a formação de escamas e manchas secas, podendo se espalhar por todo o corpo e afetar inclusive unhas e articulações. Essas lesões costumam afetar principalmente a raiz dos cabelos, cotovelos e joelhos, formando cascas esbranquiçadas. É uma doença crônica que pode ser provocada por uma série de fatores. Acredita-se, hoje em dia, que pesa nisso um fator genético.

Outros fatores que podem desencadear o aparecimento da psoríase incluem estresse, infecções e frio, sendo que durante períodos como o inverno as manchas podem reaparecer após um período em latência. O estresse é visto como um dos principais agravantes da doença, junto com o consumo exagerado de bebida alcoólica. Outro agravante ocorre quando o paciente coça ou mesmo arranca a casca da lesão, o que pode aumentar o tamanho da mesma. É uma doença muito rara, atingindo menos de 3% da população mundial. Grupos de risco envolvem pessoas com menos de 30 ou mais de 50 anos.

O que deve ser destacado no tocante à psoríase é que não se trata de uma doença contagiosa, ao contrário do que pensa o senso comum. Devido aos aspecto escamoso e esbranquiçado das manchas provocadas pela doença, pesa sobre suas vítimas o estigma de “leprosos”, como se a psoríase fosse transmitida pelo toque ou até mesmo pelo ar. Como veremos adiante, trata-se de um preconceito que nasce da desinformação. Nada como o conhecimento para elucidar esse equívoco do senso comum.

As lesões provocadas pela psoríase tem um aspecto avermelhado e descamativo. Isso se deve ao acúmulo de células da pele e a consequente formação de escamas. As manchas também acarretam coceira, o que acaba piorando o quadro do paciente.

 

Características

 

Em primeiro lugar, é muito importante ressaltar que a psoríase não é uma doença contagiosa. Caso você conviva com alguém que sofra dessa doença, é cientificamente impossível contraí-la pelo mero contato físico com a pessoa. Dentre todos os tipos de psoríase, nenhuma delas é transmitida dessa forma.

Em segundo lugar, a psoríase é uma doença crônica e, portanto, sem cura. Apesar de inúmeros estudos recentes apontarem a importância de um componente genético como causa da doença, e também elucidar acerca de gatilhos como estresse e frio, a causa da psoríase não é de todo conhecida, o que dificulta a busca de uma cura. Contudo, o que se sabe são formas de combater os sintomas da doença, através de alguns métodos de tratamento, como veremos adiante. A psoríase, portanto, não tem cura, mas pode ser devidamente controlada.

Em terceiro lugar, ainda que a doença afete o sistema imunológico, não se pode afirmar que se trata de uma doença autoimune. Conforme o Dr. Dráuzio Varella, os medicamentos mais sofisticados para o tratamento da doença são os modificadores de resposta biológica, que ainda são drogas muito caras, usadas somente em casos mais graves. As medidas mais aconselhadas no tratamento são ainda as mais simples: hidratação da pele e exposição ao sol. Apenas essas duas medidas já contribuem muito para manter a doença sob controle.

 

Tipos

 

Como já foi mencionado, a psoríase possui algumas variações, sendo que nenhuma delas é contagiosa pelo ar ou pelo toque. É uma doença que pode provocar lesões espalhadas por várias porções do corpo. Algumas variedades mais conhecidas da psoríase incluem:

 

  1. Psoríase do couro cabeludo: é um dos tipos de psoríase mais comuns, afetando mais de três a quatro quintos da população afligida pela doença; provoca lesões na raiz dos cabelos e varia de leve até gravíssima;
  2. Psoríase gutata:é o tipo de psoríase mais frequente em crianças e adolescentes, na qual se espalham pequenas manchas vermelhas pelo corpo que podem piorar e se tornar placas escamosas;
  3. Psoríase em placas: é a variedade mais comum da psoríase, caracterizada pelo aparecimento de placas avermelhadas e escamosas em pontos da pele como as articulações (joelhos e cotovelos), costas e couro cabeludo;
  4. Psoríase inversa: é o tipo mais raro da doença, também provocando manchas avermelhadas, porém com aspecto liso e brilhoso, em geral localizadas nas dobras do corpo, como virilha, parte inferior dos seios e axilas;
  5. Psoríase eritrodérmica: é o estágio mais avançado da psoríase, sendo também o mais raro de acontecer; nesse estágio, praticamente o corpo inteiro fica coberto pelas lesões;
  6. Artrite psoriásica: é a combinação da doença com artrite, afligindo cerca de 30% dos pacientes de psoríase com inchaço, inflamação e dor nas articulações.

 

Observando esses principais tipos de psoríase, podemos perceber que nenhum deles se caracteriza pelo caráter contagioso. Talvez pareçamos um pouco repetitivos, mas é importante frisar esse aspecto, a fim de combater o preconceito. Como visto anteriormente, os fatores que provocam a psoríase não estão totalmente elucidados pela ciência.

 

Tratamento

 

Apesar de não ter uma cura definitiva, há uma série de medidas que podem ser tomadas no sentido de tratar a psoríase e abrandar os sintomas. Os dois principais eixos do tratamento da psoríase são medidas simples para controlar a doença: hidratação da pele e exposição ao sol. Portanto, começemos por essa base para abordar as alternativas para o tratamento da doença.

Todos os tratamentos começam com o uso de hidratantes, aplicados na pele diretamente nas regiões afetadas pelas lesões. A exposição ao sol também é benéfica, mas deve ser controlada, priorizando alguns horários específicos. Em casos mais graves, exposição à luz artificial ultravioleta de tipo A, B e de banda curta pode ser necessária, variando de um a três minutos conforme o tipo de pele e o grau de queimadura ocasionada pela exposição. Para os piores casos, o tratamento requer o uso de medicamentos, quer pela via oral, quer por meio de injeções.

Portanto, é essencial que dispensemos um cuidado muito atento para nossa pele. Caso note o surgimento de algo diferente na sua pele, como lesões, manchas, pintas ou verrugas incomuns, é importante correr ao dermatologista para apurar a possibilidade de uma doença. No pior cenário possível, o diagnóstico adiantado da doença ajuda horrores no tratamento da mesma, podendo os sintomas serem contidos com antecedência.

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