Sintomas indicativos da AIDS

Sintomas indicativos da AIDS
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A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, conhecida como AIDS, é uma das doenças que mais amedrontaram a década de 80 e de 90; hoje, apesar de ainda ser uma doença sem cura e que precisa de acompanhamento médico constante, existem diferentes opções de medicamentos e seus portadores conseguem ter qualidade de vida.

Na realidade, as pessoas são contaminadas não pela AIDS, mas sim pelo vírus HIV: quando o diagnóstico é de AIDS, significa que o vírus está se manifestando. Porém, é possível passar anos sem nenhuma manifestação dessa síndrome, desde que se cuide do sistema imunológico.

 

Como a AIDS funciona?

 

Essa doença é do tipo autoimune, ou seja, é o organismo combatendo a si mesmo. Quando se manifesta, é comum que o vírus ataque a célula CD4: com isso, o HIV consegue que o corpo reproduza cópias do vírus, que vai para mais áreas do corpo.

Conforme essas células vão reproduzindo o vírus HIV, ele chega ao sistema imunológico e faz com que ele pare de proteger o organismo. Quando a AIDS está avançada, até uma simples infecção de garganta pode se tornar fatal, já que o corpo não consegue mais expulsar seus inimigos biológicos.

 

Sintomas que indicam AIDS

 

A semelhança dos sintomas da AIDS com sintomas de qualquer gripe faz com que muitas pessoas demorem para desconfiar da doença. Alguns dos sinais são manchas avermelhadas, diarreia recorrente, dos muscular, inchaço nos gânglios que ultrapassa 90 dias, problemas de concentração, garganta irritada, candidíase genital ou oral, perda de peso inexplicada, fadiga excessiva, suores noturnos, dor de cabeça, febre persistente e outros.

É claro que ninguém precisa considerar que tem o vírus HIV somente por alguns sintomas: porém, se a pessoa em questão esteve em situação passível de adquirir o vírus e apresenta um conjunto de sintomas, é necessário fazer o teste laboratorial.

 

Como se contrai a AIDS

 

Quando a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida surgiu, havia bastante falta de informação e muitos acreditavam que apenas o contato físico com uma pessoa doente já causaria a contaminação. Isso causou episódios de muito preconceito e, por isso, muitos infectados passaram a não contar sobre o seu diagnóstico e, em alguns casos, a não realizar o tratamento da maneira adequada.

No entanto, as formas de contrair HIV são bastante específicas, como compartilhar objetos perfurantes, ter relação sexual de qualquer natureza sem camisinha, amamentação ou gestação e transfusão de sangue.

 

Diagnóstico

 

Quando a pessoa acreditar que pode estar contaminada com o HIV, ela deve procurar por um posto de saúde e pedir para fazer o teste de sangue. Basta que a ponta do dedo seja furada, tal como no exame de glicemia, e demora 15 minutos para o resultado. Também há laboratórios que fazem o chamado teste molecular: para este, é preciso tirar mais sangue e o tempo de análise também é maior.

No caso de o resultado do teste ser positivo, os próprios servidores do posto de saúde fazem a orientação à pessoa, explicando como é o tratamento e fornecendo encaminhamento para um infectologista. Pode-se confiar tranquilamente nos testes de HIV, já que é pouco comum que o resultado esteja errado. Porém, a pessoa pode pedir para fazer o teste novamente.

 

Tratamento

 

O maior objetivo do tratamento do HIV é fazer com que o vírus fique indetectável: apesar de não significar uma cura, quer dizer que a carga viral está reduzida o bastante para não causar doenças oportunistas e para que a transmissão seja mais difícil.

Quando a carga viral está baixa, as mulheres podem até engravidar com menos possibilidade de o feto contrair o vírus. Contudo, a gravidez deve ser autorizada pelo infectologista e a gestante deverá tomar remédios específicos para proteger o bebê, que também costuma ser medicado preventivamente assim que nasce.

Para que se consiga essa carga viral indetectável, é necessário que a imunidade do indivíduo esteja alta e é para isso que se tomam os coquetéis antirretrovirais. Porém, muitos especialistas só indicam a sua ministração quando a carga de vírus ultrapassa os 100.000ml.

Os remédios que compõem o coquetel antirretroviral são lamivudina, didanosina, estavudina, zalcitabina e zidovudina. O infectologista costuma pedir retorno depois de 7 dias de uso do coquetel a fim de acompanhar as reações adversas e dar ao paciente algum remédio para essas. Se o indivíduo está se sentindo bem com a medicação, seu acompanhamento é mensal. Para quem está com carga viral indetectável, as consultas são semestrais.

É muito importante que o portador de HIV não deixe de fazer o acompanhamento com o infectologista e, principalmente, que não abandone o coquetel quando se sentir melhor. Esse é um tratamento que tem de ser feito pela vida inteira, ainda que seja delicado no começo.

Nas primeiras dosagens, é comum que a pessoa sinta várias reações adversas, como anemia, vômitos, cansaço, toxidade, náuseas, dor de cabeça, dor muscular, reação alérgica, diarreia, aftas bucais, perda de apetite, neuropatia periférica, diminuição de glóbulos brancos e mais. O infectologista também indicará ao portador do HIV remédios para aliviar esses efeitos colaterais, sem contar que os grupos de apoio psicológico também são vitais.

 

Desdobramentos da AIDS

 

Quando o tratamento não é corretamente feito, é possível que a AIDS dê lugar a muitos tipos de doenças oportunistas, como os cálculos renais, diversos tipos de câncer, doenças cardíacas, doenças nervosas, doenças hepáticas, pneumonia e muito mais.

É pela possibilidade de essas doenças oportunistas aparecerem que os pacientes precisam iniciar rapidamente o uso dos antirretrovirais. Para isso, no entanto, é claro que se deve ter um diagnóstico conclusivo.

Fazer o teste de HIV é de graça e o primeiro passo para que essas pessoas impeçam as doenças oportunistas. Deve-se ressaltar que aqueles que fazem o tratamento corretamente costumam nunca desenvolver nenhuma das doenças mencionadas acima, já que seu sistema imunológico ganha mais força e os ataques do HIV às células CD4 diminuem.

É recomendado que os portadores do vírus ou da doença manifestada contem aos seus amigos e à família, em especial para ter suporte emocional e mesmo fiscalização das doses do antirretroviral.

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