Tudo que você precisa saber sobre o HPV

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DSTs – Doenças sexualmente transmissíveis

As DSTs são causadas por vírus, bactérias e micróbios que, na maioria das vezes, são transmitidas durante relações sexuais. Algumas podem não apresentar sintomas, tanto no caso dos homens quanto nos das mulheres. Pessoas que fazem sexo sem camisinha devem procurar fazer consultas com um médico periodicamente. Essas doenças podem evoluir com complicações mais graves, como infertilidade, câncer ou morte.

Além do sexo, elas, também, podem ser transmitidas por transfusão de sangue contaminado, compartilhamento de seringas e agulhas e, ainda, pelas mães aos seus bebês durante a gravidez.

As DSTs são: AidsCancro moleClamídia e GonorreiaCondiloma acuminado (HPV), Doença Inflamatória Pélvica (DIP), DonovanoseHepatites, viraisHerpesInfecção pelo Vírus T-linfotrópico humano (HTLV), Linfogranuloma venéreo, Sífilis, Tricomoníase

O que é o HPV?

O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns do planeta. Há mais de 200 tipos diferentes de HPV, sendo que 40 deles, possuem alto risco e estão relacionados a doenças graves.

O HPV é causado pelo grupo de papilomavírus, que podem levar ao desenvolvimento de doenças graves como vários tipos de câncer, como o de colo de útero, no pênis ou garganta.

A maioria das pessoas possuem o vírus sem saber, pois, podem se passar anos sem aparecer os sintomas. O HPV é difícil de ser curado.

Obs.: O HPV, também, conhecido como condiloma acuminado, verrugas genitais, crista de galo, figueira e cavalo de crista.

Sintomas

Algumas vezes, o papiloma vírus causa várias verrugas pequenas na área intima de homens e mulheres. Essas verrugas, também, podem ser encontradas presentes na região do colo do útero e não aparecer na região intima feminina na parte externa. Saber se tem ou não pode ser complicado devido ao fato de que os sintomas podem não estarem de forma aparente.

Os sintomas podem se manifestar de dois a oitos meses depois da transmissão. Há casos em que a doença fica no corpo, sem manifestar sintomas por mais de 20 anos.

Transmissão

O HPV não é, simplesmente, uma doença sexualmente transmissível. Essa é a forma principal da transmissão, mas há outra forma que é mais rara: transmissão da mãe para seu bebê antes do parto. Uma cesariana não garante a prevenção do HPV, quando a mãe está infectada pelo vírus. No caso do parto normal, lesões no bebê é considerado mais raro.

O HPV pode causar verrugas no trato respiratório e nos pulmões do bebê.

Ainda, há o desenvolvimento na pele e nas mucosas, apenas no contato de pele com pele, mesmo sem trocas de fluídos. Pode ser através do contato do sexo vaginal (mesmo sem penetração), sexo oral e até em uma masturbação.

Evitar a contaminação do HPV é a melhor forma de prevenção pelo câncer no colo do útero.

O organismo consegue eliminar sozinho a maioria dos tipos de HPV.

Preservativo masculino

O uso do preservativo não exclui a possibilidade de transmissão do vírus, o risco cresce junto com o número de parceiros sexuais. O preservativo masculino protege o organismo contra a maioria das doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez, mas não é tão eficaz para prevenir o HPV, porque as partes genitais externas ficam expostas, podendo causar infecção pelo vírus.

Preservativo feminino

Camisinha feminina é mais eficaz para evitar o contágio do HPV, pois consegue mais proteção ao isolar a vulva do contato com o parceiro, evitam mais o possível contágio. É preciso utiliza-la desde o início, mesmo que não haja penetração.

Tratamento do HPV

Se o HPV não for tratado, a pessoa pode transmitir o vírus e quanto mais cedo o tratamento começar, mais cedo pode ser que a cura chegue. O tratamento irá depender da gravidade:

Uso de pomadas como Wartec e Aldara, que possuem Podofilotoxina, aplicadas duas vezes por dia em casa.

Soluções de ácido tricloroacético (ATA) e a Podofilina a 15%, devem ser aplicadas por um médico 1 vez por semana aplicadas pelo médico no consultório.

Fazer cirurgias de cauterização a laser em clínicas que eliminam as verrugas.

Remédios que ajudam a fortalecer o sistema imunológico.

No período de tratamento, é indicado uma alimentação saudável, o uso de preservativos em todas as relações sexuais.

O HPV quando não tratado da forma correta, pode levar ao desenvolvimento de câncer.

O câncer do colo do útero é causado pelo vírus do HPV em 99% dos casos.

O tratamento do HPV é longo e dispendioso, mas é necessária para acabar com a doença e diminuir o risco de câncer, tanto em homens quanto mulheres.

Pode ser totalmente curado?

Sim, o HPV pode ser curado. Em alguns casos, quando não aparecem sintomas, pode acontecer do próprio organismo expulsar o vírus do corpo, em até dois anos após a contaminação. Mas isso é muito difícil o vírus sair totalmente do organismo. Pode haver a cura dos sintomas visíveis como as verrugas, porém o vírus pode continuar no organismo por muitos anos sem que a infecção volte.

Na maioria das vezes, as pessoas que apresentam sintomas não se curam sozinhas, sendo preciso fazer um tratamento.

Recaídas são comuns, mas quando o tratamento é realizado de forma correta, a pessoa se cura completamente. O tratamento é importante, porque a infecção por HPV aumenta o risco do desenvolvimento do câncer.

É importante fazer exames para descobrir se a doença desapareceu.

HPV curado sozinho

O HPV pode se curar sozinho devido a remissão feita pelo próprio organismo. Isso pode ocorrer de 4 semanas até 2 anos após a contaminação nas pessoas que tenham um bom sistema imunológico e que dificilmente ficam doentes. É preciso dizer que pessoas que não apresentaram sintoma do HPV podem contaminar outras pessoas enquanto não estiver totalmente curado.

Pessoas que descobrem que tem HPV e não apresenta nenhum sintoma, serão avaliadas para determinar se o tratamento deve ser feito.

Diagnóstico

Ao apresentar sintomas, a mulher deve procurar um ginecologista e o homem um urologista para fazer os exames adequados. O médico faz um exame a olho nu e pedir exame de sangue.

Mulheres fazem: Papanicolau, Captura híbrida, Colposcopia:

Homens fazem: Peniscopia.

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