Tudo sobre a candidíase

Tudo sobre a candidíase
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Uma das doenças mais comuns de nossos tempos, a candidíase afeta tanto homens quanto mulheres, e pode provocar alguns incômodos e desconfortos em sua vida cotidiana.

Confundida com uma doença sexualmente transmissível, a candidíase é provocada por um fungo que pode infectar várias partes do corpo, como a boca e a pele, embora o tipo vaginal seja o mais comum.

No entanto, embora não se trate de uma DST, a candidíase precisa de tratamento rápido, para que não espalhe.

Ficou interessado em entender um pouco mais sobre a candidíase? Então continue lendo esse texto. Aqui contaremos tudo o que você precisa saber sobre o assunto.

O que é a candidíase?

Conforme comentamos logo na abertura desse texto, a candidíase é uma infecção provocada por fungos do gênero cândida. Entre os seres humanos, a espécie que mais nos contamina é a cândida albicans.

Embora seja bastante incômoda, e vá contaminar três em cada quatro mulheres em alguma fase de sua vida, a candidíase tem cura.

Quais os tipos de candidíase?

A candidíase tem seis tipos principais de infecções, que são provocadas por espécies diferentes de fungos e afetam áreas diferentes do corpo. Confira cada uma delas.

Candidíase oral

Caracterizada por lesões brancas de aspecto cremoso na boca, a candidíase oral afeta a língua, as paredes internas das bochechas e o céu da boca. É chamada de sapinho e aparece com frequência em bebês, idosos, pessoas que passaram por quimioterapia ou portadores do vírus HIV.

Quem sofre de candidíase oral costuma reclamar de ardência, diminuição do paladar e sensação de ter um algodão na boca. Caso atinja o esôfago, a pessoa pode ter dificuldades para engolir.

Candidíase vaginal

Afetando três a cada quatro mulheres, a candidíase vaginal é muito comum naquelas que estão na idade fértil, por conta da umidade da vagina, território propício para o seu desenvolvimento.

Essa doença é muito comum em mulheres portadoras de diabetes; que tenham alterações hormonais; com predisposição genética; que tenham utilizado antibióticos recentemente ou que estejam com seu sistema imunológico comprometido.

Quem sofre de candidíase vaginal costuma se queixar muito de coceira na região íntima, juntamente com uma sensação de ardência ou de queimação ao redor da vulva.

Essas dores se agravam durante o período pré-menstrual ou durante o sexo. Pode aparecer também um corrimento vaginal esbranquiçado, espesso, inodor e de pequeno volume.

Candidíase no pênis

Menos comum do que a variedade que afeta a vagina, a candidíase no pênis é provocada pela má higiene do órgão e pelo uso de fraudas geriátricas.

Os homens que acabam contagiados com essa variedade se queixam de vermelhidão, inchaço, dor na glande, coceira e ardência durante o sexo. Surgem também placas brancas, semelhantes às surgidas na língua.

Candidíase do esôfago

Nesta doença, o paciente se queixa de dor ao engolir e dor no peito , na região atrás do externo. Mais rara, esse tipo de candidíase indica problemas no sistema imunológico.

Candidíase na pele

Aqui surgem placas vermelhas na pele, que podem coçar ou doer, surgindo em geral nas dobras do corpo, como nas axilas, na bolsa escrotal ou embaixo das mamas.

Essas regiões são mais suscetíveis à doença porque são áreas quentes e úmidas, favorecendo a proliferação de fungos.

Candidíase disseminada

Variação mais preocupante da doença, aqui a candidíase se espalha de forma descontrolada, espalhando-se para regiões importantes do corpo, como rins, olhos, coração, fígado, órgão, ossos e outros.

Ela pode afetar também o sistema nervoso, e é mais comum em pessoas com sistema imunológico enfraquecido.

O que pode causar a candidíase?

Embora façam parte de nosso organismo, os fungos da ordem Candida podem se desenvolver de forma desorganizada, ocasionando a doença. Isso acontece por causa dos seguintes eventos:

Uso de antibióticos

Além de atacar bactérias causadoras de infecções, alguns antibióticos eliminar bactérias benignas ao corpo humano, deixando-o desprotegido. A ausência destas bactérias libera espaço para que os fungos presentes no corpo se reproduzam, ocasionando a doença.

Desequilíbrios hormonais

O uso de pílulas anticoncepcionais ou até mesmo a gravidez podem provocar o surgimento da candidíase, pois bagunçam os níveis corretos de vários hormônios. Esse desequilíbrio facilita o desenvolvimento do fungo em nosso organismo.

Estresse

O estresse contribui para o desenvolvimento da candidíase porque estimula a liberação de cortisona, um hormônio que enfraquece o sistema imunológico, facilitando a proliferação do fungo.

Além disso, ele aumenta o nível de açúcar no sangue, o que serve de alimento para o fungo, permitindo que ele se desenvolva com mais facilidade.

Como a candidíase é transmitida?

Em geral, a candidíase não é transmitida, pois ela surge por causa de deficiências do sistema imunológico, problemas de higiene ou no intestino. No entanto, ela pode ser transmitida para outras pessoas.

Por isso, quando um dos parceiros é diagnosticado com candidíase, é importante que faça o tratamento corretamente, mesmo que não tenha qualquer sintoma, o que pode acontecer nos homens.

Quais os fatores de risco para o surgimento da candidíase?

Por se tratar de uma doença que afeta muito mais as mulheres do que os homens, os fatores de risco que favorecem seu aparecimento estão muito relacionadas a elas.

Por exemplo, elas têm mais chances de ter candidíase quando estão utilizando antibióticos; são portadoras de diabetes; estão menstruadas; usam anticoncepcionais; usam com frequência roupas apertadas ou molhadas ou, ainda, andam com os pés descalços ou compartilham luvas.

Podem ter candidíase também as mulheres que higienizam a região íntima mais de duas vezes por dia e usam absorvente por mais de três horas seguidas; tem relações sexuais com parceiros contaminados; tenham HIV ou outra doença que deprima o sistema imunológico ou, ainda, estejam grávidas.

Como a candidíase é tratada?

O tratamento da candidíase varia de acordo com o tipo de doença que a pessoa desenvolveu, no entanto envolve medidas simples, como a higienização da área e o uso de fungicidas.

É preciso também se consultar com um médico, para que ele acompanhe o tratamento e informe o tempo necessário para fazê-lo. O uso do medicamento não deve ser interrompido até que o médico diga.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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