Tudo sobre a leucemia

Tudo sobre a leucemia
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O câncer é, sem dúvida, uma das doenças mais cruéis que afetam as pessoas e aquela que desperta mais medo, afinal alguns tipos são uma sentença de morte, além de impor muito sofrimento.

Dentre os tipos de câncer que requer muita atenção e deixam as pessoas extremamente nervosas e inseguras, em função principalmente do desconhecimento sobre sua gravidade é a leucemia.

Você sabe exatamente quando uma pessoa está com leucemia? Tem ideia de como lidar com o problema? Não? Então fique tranquilo. Elaboramos um texto completo, com tudo o que você precisa saber sobre a questão.

O que é leucemia

A leucemia é um tipo de câncer maligno, que costuma afetar inicialmente a medula óssea, região onde as células sanguíneas são produzidas.

Nesta doença, os leucócitos (ou glóbulos brancos) são afetados, fazendo com que se reproduzam descontroladamente, causando todos os sinais e sintomas característicos da doença.

Categorias

A leucemia, para ser entendida, deve ser dividida em duas categorias: a mieloide, onde as estruturas afetadas são a célula-tronco mieloide, que pode afetar granulócitos, basófilos, monócitos, eosinófilos ou eritrócitos.

A segunda categoria da doença é a linfoide, onde os linfócitos são afetados pelo problema.

A leucemia pode, ainda, ser classificada de acordo com a velocidade com que as células doentes se dividem. Por exemplo, quando essa divisão é rápida, trata-se de um caso de leucemia aguda. Agora, se a divisão é lenta, o paciente pode ser diagnosticado com leucemia crônica.

Na leucemia crônica, o desenvolvimento da doença é muito lento, com as células cancerígenas bastante parecidas com as estruturas normais. Isso permite que os pacientes, mesmo estando doentes, mantenham algumas funções normais de seu organismo.

Já a leucemia aguda evolui rapidamente, afetando os blastos, células jovens que ainda não foram completamente formadas. Esse processo compromete todas as suas funções e torna o organismo incapaz de se defender contra infecções.

Quais os tipos de leucemia

A leucemia possui quatro tipos, cada uma delas com características distintas e afetando um determinado público. Conheça-as.

Leucemia mieloide aguda

A leucemia mieloide aguda pode aparecer em qualquer pessoa, no entanto ela costuma se desenvolver com mais frequência nos maiores de 65 anos.

Sua principal característica é a produção de glóbulos brancos imaturos, ou seja, células de defesa que não são capazes de proteger o organismo contra a ação de vírus e bactérias.

Esse tipo de leucemia precisa ser combatida rapidamente, pois se desenvolve muito rápido e pode bloquear a formação de outros componentes do sangue, como as plaquetas e os glóbulos vermelhos.

Leucemia mieloide crônica

Nesse tipo de câncer não hereditário, a estrutura afetada é a medula óssea, e ele aparece com mais frequência em pessoas com, em média, 50 anos.

Na leucemia mieloide crônica, os glóbulos brancos são os afetados, causando nestas estruturas uma anormalidade genética. No entanto, essa doença tem um alto percentual de cura. Sete entre dez diagnosticados conseguem se livrar dela completamente.

Leucemia linfoide aguda

Um dos tipos de câncer mais comuns entre as crianças, a leucemia linfoide aguda é uma doença não hereditária com alto índice de cura. De cada dez crianças doentes, nove conseguem se curar completamente.

Nesse tipo de leucemia, as células-tronco responsáveis por desenvolver os componentes do sangue ficam doentes, dificultando o combate de infecções, de hemorragias ou, ainda, a oxigenação do corpo.

Leucemia linfoide crônica

Tipo de doença que afeta, com mais frequência, as pessoas com mais de 50 anos, não é uma enfermidade hereditária, sendo adquirida por hábitos durante toda a vida.

Ao contrário das outras formas de leucemia, no tipo linfoide crônico existem casos onde não é necessário tratamento. Este deve ser feito apenas quando os glóbulos brancos passam a se desenvolver de forma desenfreada, perdendo funções.

Fatores de risco para a leucemia

Embora as causas exatas de um câncer como a leucemia ainda sejam desconhecidas, existem alguns fatores de risco que favorecem o seu desenvolvimento.

Um deles é a ocorrência de algumas doenças do sangue, como a mielodisplasia e neoplasias mieloproliferativas.

Quem sofre com doenças genéticas, como a anemia de fanconi, a neurofibromatose ou a Síndrome de Down tem maiores chances de desenvolver algum dos tipos de leucemia.

Ser exposto a produtos químicos derivados do benzeno também aumenta suas chances de ter leucemia, assim como ter feito tratamentos prévios com radioterapia ou quimioterapia, além de ser exposto à radiação ionizante.

Sintomas da leucemia

Em geral, uma pessoa que esteja sofrendo com leucemia pode apresentar hemorragias, infecções e anemias, provocadas pelo dano na produção de plaquetas, glóbulos brancos e vermelhos.

No entanto, o crescimento desordenado de células como os glóbulos brancos desencadeia sintomas diferentes, como a síndrome anêmica, desencadeada pela produção de eritrócitos na medula óssea.

A diminuição das plaquetas pode desencadear a síndrome trombocitopênica, provocando pequenas hemorragias.

Já a queda dos leucócitos normais pode desencadear os seguintes problemas: febre, língua dolorida, infecções com muita frequência, aftas, sudorese excessiva durante a noite e gânglios linfáticos muito inchados.

Além disso, quem está encarando uma leucemia pode lidar com dores nos ossos, aumento do baço, dores nas articulações, problemas nos órgãos e dores no esterno.

Como a leucemia é tratada

Conforme comentamos em alguns pontos desse texto, a leucemia, em muitos casos, tem cura. Mas, para que seu tratamento seja o ideal para o problema, é preciso conhecer o tipo de leucemia que o paciente está enfrentando.

No entanto, em geral, as pessoas que são diagnosticadas com o problema têm à sua disposição para combater o problema a quimioterapia e a radioterapia. Podem ser empregados, ainda, a terapia biológica ou o transplante de células tronco.

É importante esclarecer que o tratamento da leucemia é feito em fases. A primeira delas é feita até que a doença entra em remissão completa. Ou seja, a cura surge com o uso de poliquimioterapia.

Depois desse primeiro momento, o tratamento da leucemia variará de acordo com o tipo da doença, e pode levar menos de um ano a até dois anos, tudo sendo modificado de acordo com o tipo e gravidade da doença.

Ser diagnosticado com leucemia é complexo, mas o problema pode ser enfrentado e vencido.

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