Tudo sobre a tricomoníase

Tudo sobre a tricomoníase
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Tudo começa com uma coceira genital muito intensa, daquelas que te incomodam tanto que chegam a desesperar. Depois aparece um corrimento com cheiro muito ruim, e então, a dor ao urinar.

Esses sintomas são sinais característicos da tricomoníase, uma doença sexualmente transmissível que afeta tanto homens quanto mulheres mas que, para elas, tem consequências muito mais sérias.

Você já tinha ouvido falar nessa doença? Sabe como se prevenir dela e como identificar a contaminação? Não? Então esse texto é para você. Aqui explicamos tudo sobre a tricomoníase e como evitar essa doença que pode causar transtornos e até complicações muito graves.

O que é a tricomoníase?

A tricomoníase é uma doença sexualmente transmissível causada por um protozoário e que infecta milhares de pessoas em todo o mundo. Segundo dados recentes da Organização Mundial da Saúde, mais de 125 milhões de pessoas declararam ter a doença.

Esses números elevados tem uma explicação muito simples: apesar dos sintomas que descrevemos na abertura desse texto, uma parcela pequena dos infectados (30%) desenvolvem alguns destes sinais.

A maioria dos infectados (em sua maioria homens), não tem sinal algum ou, quando desenvolvem algum sintoma, são tão leves que não os motiva a procurar ajuda médica.

O que pode causar a tricomoníase?

Conforme comentamos, a tricomoníase é causada por um protozoário de nome bastante complicado (Trichomonas vaginalis). O que importa realmente aqui é a forma como ele chega ao corpo humano.

Esse protozoário infecta homens e mulheres através do sexo vaginal. Quando a relação é consumada via oral ou anal a infecção não acontece, pois esse ser não sobrevive fora do sistema urogenital.

Uma vez dentro do corpo humano, ele se hospeda na mucosa vaginal, no prepúcio, na uretra e na próstata.

Como a tricomoníase é transmitida?

A tricomoníase é transmitida com muita frequência via relações sexuais sem preservativo, feita com uma pessoa que já tenha o protozoário no organismo.

Em geral, as relações sexuais com maior risco de contaminação são as ocorridas entre homem e mulher e entre mulher e mulher. Nas relações homem-homem ela praticamente não existe.

Quando infecta uma mulher, o protozoário causador da tricomoníase se instala no trato genital inferior (região onde estão a vulva e a vagina). Já nos homens, o agente infeccioso se instala na uretra.

A tricomoníase é contagiosa?

Em geral, a tricomoníase é transmitida apenas por via sexual. No entanto, o contágio pode acontecer, em situações muito raras, por meio de objetos contaminados, como toalhas molhadas e assentos de vasos sanitários.

Em outros casos, as mulheres contaminadas e que estejam grávidas, podem transmitir a doença ao bebê por meio da transmissão vertical. Muito rara, esse tipo de contaminação acontece em apenas 5% dos casos.

Quando acontece, essa contaminação pós parto é resolvida em pouco tempo após o nascimento, porque os hormônios maternos agem sobre a vagina da bebê. Mas o efeito enfraquece poucas semanas depois. O organismo da criança naturalmente elimina esse protozoário.

Apesar disso, as recém-nascidas ainda precisarão ser tratadas por, pelo menos, três semanas.

Quais os fatores de risco da tricomoníase?

Por se tratar de uma doença sexualmente transmissível, a tricomoníase tem alguns fatores de risco muito conhecidos e bem fáceis de ser administrados. Confira.

Já ter tido outras DSTs

Pessoas que já tiveram outras doenças sexualmente transmissíveis têm mais chances de se contaminar com a tricomoníase.

Relações sexuais desprotegidas

Fazer sexo sem o uso de preservativo, mesmo com aquele parceiro de muito tempo aumenta e muito sua chance de se contaminar com o protozoário causador da tricomoníase.

Por isso, para se proteger da doença, é importante utilizar preservativo, seja masculino ou feminino.

Grande número de parceiros

Embora seja um tanto controverso, quem tem muitos parceiros tem mais chances de se contaminar com a tricomoníase, porque pode ter relações sexuais sem proteção em algumas ocasiões.

Falta de higiene

Pode parecer um tanto redundante e até desnecessário dizer, mas a falta de higiene é outro fator de risco para quem não quer se contaminar com a tricomoníase.

Isso acontece porque a doença pode ser causada também pelo uso de toalhas molhadas ou por sentar em assentos de vaso sanitário mal higienizados.

Quais os sintomas da tricomoníase?

Assim como algumas doenças sexualmente transmissíveis, a tricomoníase pode não ser diagnosticada facilmente por não apresentar sintomas. No entanto, quando esses sinais aparecem, eles podem variar bastante.

Algumas pessoas, por exemplo, podem se queixar apenas de uma pequena irritação, enquanto em algumas mulheres pode acontecer uma inflamação grave de seu aparelho genital. Além disso, os sintomas são bem diferentes nos homens e nas mulheres.

Nas mulheres, a doença apresenta os seguintes sintomas: corrimento branco, cinzento, amarelo ou verde, com mal cheiro; vermelhidão na região genial; sangramentos vaginais; coceira na vagina; queimação; inflamação genital e dor ao urinar ou durante o ato sexual.

Já nos homens, os sintomas são muito mais leves. Eles costumam se queixar com frequência de corrimento com cheiro desagradável; coceira; sensação de queimação ao urinar ou durante a ejaculação e urgência urinária.

Como a tricomoníase é tratada?

Assim como muitas doenças sexualmente transmissíveis, a tricomoníase tem cura. Seu tratamento é feito em etapas, para que a doença seja eliminada completamente do organismo.

Inicialmente, a recomendação é que as pessoas que sofram desta doença se abstenham sexualmente, para que o organismo se reequilibre e diminua o desconforto.

Em um segundo momento, é necessário o uso de antibióticos e de quimioterápicos, tanto para o paciente como para seus parceiros, eliminando assim o risco de reinfecção.

Já para as mulheres, é possível realizar esse tratamento por meio de um medicamento oral, em uma única dose, em conjunto com a aplicação de um creme vaginal.

Há algum risco de complicações?

Infelizmente, para as pessoas que não se tratarem desta doença, há risco de severas complicações. Uma delas é a infertilidade.

Isso acontece porque a doença inflama a área genital, podendo causar obstrução tubária, impedindo assim a passagem dos espermatozoides ou óvulos, causando infertilidade.

Além disso, a tricomoníase causa inflamação da parede da vagina, nas mulheres, e da uretra, nos homens, deixando os espermatozoides mais lentos. Quando a doença não é tratada, essa inflamação também pode provocar infertilidade.

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