🥇 Diabetes gestacional 🤔

A diabetes

O nosso pâncreas produz um hormônio chamado insulina, que armazena o excesso, enquanto uma outra parte se torna fonte de energia. A diabetes aparece quando a produção da insulina não fornece a quantidade adequada de energia.

O que é a diabetes gestacional?

A diabetes gestacional é o aumento do nível de açúcar no sangue no período gestacional em grávidas que antes não tinham diabetes. Ela é, normalmente, diagnosticada a partir do 3º trimestre e se cura depois do parto. Mas apesar disso, como qualquer enfermidade é preciso tratamento para evitar complicações.

Quando uma mulher engravida, ela precisa de insulina em dobro para fornecer energia para o bebê que precisa da insulina para equilibrar os níveis de açúcar do próprio organismo. A necessidade por insulina aumenta conforme o bebê cresce.

A falta de insulina, nesse tipo de situação, porque durante a gravidez o organismo passa por várias alterações hormonais, sendo que, a diabetes gestacional é causada pelos hormônios da placenta, que aumentam o açúcar no sangue de mulheres grávidas.

Diabetes antes da gravidez

Algumas mulheres recebem o diagnóstico da diabetes gestacional quando, já possuíam de diabetes e não sabiam. Nesse tipo de situação, a diabetes não se cura.

Para as que já sabem que são diabéticas, precisam se consultar com um médico antes de tentar engravidar para manter o controle dos níveis de açúcar. Certos remédios para diabéticos não devem ser usados no período gestacional

O diagnóstico

Durante o pré-natal, o ginecologista ou obstetra, prescreve exames para detectar possíveis fatores de risco. A partir de 20 semanas de gestação é comum o pedido de exames para verificar o nível da glicemia, mesmo sem riscos evidentes para o problema. Alguns exames gestacionais são:

O ultrassom

Ele não mede a glicose do sangue, mas é importante para detectar alterações na gestação que podem ser causadas pela diabetes gestacional.

O aumento do líquido amniótico e crescimento rápido do bebê, pode significar que o organismo da mãe, não está conseguindo controlar a glicose. Nesse caso, alguns exames complementares podem detectar o diagnóstico.

Exame de glicose em jejum

Esse exame que mede o nível de açúcar no sangue após a gestante ficar entre 8 e 12 horas em jejum. Ele consiste em um exame de sangue normal, coletado por uma punção na parte interna do braço. Se o nível de glicose estiver alto, pode ser que a insulina não está sendo o suficiente.

Exame da curva glicêmica

Quando dá um resultado alterado, o médico pede um exame de curva glicêmica. Ele mede quanta glicose ainda há no sangue em períodos após a ingestão de alimentos com açúcares.

Nesse exame, a gestante bebe um líquido doce e, depois de uma hora, é tirada uma amostra de sangue. Depois de duas horas, outra amostra, e, na terceira hora, mais outra amostra. Assim, é possível descobrir a quantidade de glicemia que decaiu nesse período de tempo.

Mulheres com diabetes gestacional devem acompanhar o nível de glicemia do sangue fazendo testes frequentes. Depois de 1 mês e meio do nascimento do bebê, os exames precisam ser refeitos para ter certeza de que era diabetes gestacional.

Diabetes gestacional tem cura

Ela, normalmente, desaparece sozinha depois do parto, pois o metabolismo da mamãe volta ao normal. Se, os sintomas da diabetes persistirem por um período de 1 mês e meio após o parto, é provável que ela já era diabética antes de engravidar, e só se agravou com a gestação.

Leia também: Sintomas de gravidez!

Os sintomas

A diabetes gestacional, normalmente, não apresenta nenhum sintoma, por isso os exames são tão importantes. Com eles o diagnóstico é feito logo no começo e a diabetes gestacional pode ser controlada.

Porém, podem aparecer pequenos sintomas:

  • Visão embaçada
  • Aumento de sede e / ou fome
  • Cansaço no corpo
  • Pernas e pés inchados,
  • Inflamação urinária,
  • Aumento da vontade de urinar,
  • Ganho de peso exagerado da mãe e do bebê.

Riscos da diabetes gestacional:

  • Rompimento da bolsa antes da data do nascimento, levando a um parto pré-maturo.
  • Aumento do risco de pré-eclâmpsia.
  • Doenças cardíacas no bebê.
  • Desenvolvimento da síndrome da angústia respiratória no bebê ao nascer.
  • Desenvolvimento de doenças cardíacas no bebê.
  • Hipoglicemia no bebê após o nascimento.
  • Risco de obesidade infantil.
  • Desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2.
  • Ter diabetes gestacional numa outra gravidez.
  • Quanto mais idade a mãe tiver, maior a possibilidade de ter a doença.
  • Ter parentes de primeiro grau com diabetes aumenta as chances de diabetes gestacional.
  • Mulheres que já possuem intolerância ao açúcar tem maiores riscos de sofrer diabetes gestacional.
  • Dar à luz a bebês acima do peso.

O que pode acontecer durante a gravidez?

Se não for controlada, a diabetes gestacional traz vários riscos para mãe e bebê, pois dois terços do açúcar da mãe atravessará a placenta e chegar ao bebê. O pâncreas da mãe acaba produzindo mais insulina do que o necessário.

Assim, o bebê cresce mais do que deveria, aumentando o crescimento de outros órgãos e tecidos, que podem levar a malformações do feto, levando a hipertrofia em vários órgãos, prejudicando a função do coração e do fígado e, dificultando a respiração. Essas alterações podem fazer com que o bebê não sobreviva após o nascimento.

Prevenção

Existem algumas formas de evitar a diabetes gestacional, que estão relacionadas à uma alimentação saudável. Além de controle alimentação durante a gestação e adquirir peso de forma moderada, é importante fazer exercícios físicos regulares e fazer o pré-Natal.

Tratamento

O tratamento depende dos níveis de açúcar no sangue, pode ser indicada apenas uma dieta adequada, exercícios físicos ou remédios hipoglicemiantes orais ou insulina.

A gestante não deve comer doces, frituras, manteiga, chocolate, refrigerante e sucos industrializados.

Leia também: Como perder peso depois da gravidez!

Exercícios recomendados para diabetes gestacional

As caminhadas são ótimas para mulheres grávidas sedentárias.

As que já fazem exercícios podem fazer uma corrida leve.

Fazer pilates não só melhora o condicionamento físico, ajuda na postura, respiração, batimento cardíaco e fortalecimento dos músculos.

A bicicleta ergométrica pode ajudar a mãe a manter a forma durante a gravidez.

O alongamento impede que os músculos atrofiem e fornece maior resistência contra lesões.

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